Let Me Fly

   
    
   É como gritar socorro e perder a voz, perder a respiração no meio do mar, tentar caminhar e não sentir as pernas, querer abraçar e não ter os braços. Era assim que eu me sentia até você ir embora. Eu deixei a porta por dias entre aberta para ver se voltava. E não voltou. Resolvi fechar. E fechei.
   Fechei tão bem fechada que perdi as chaves para te abrir de volta…Pensando bem, não quero que volte. Eu aprendi a voar sem as suas asas. Criei as minhas.
   Então percebi que não devo criar asas nas pessoas, e sim em mim mesma.   
   Devo voar para qualquer lugar e a qualquer hora. Sem ninguém para me impedir, assim como fazia. Devo criar laços afetuosos com pessoas que me retribuem aquilo que desejo.
   E devo a mim mesma a felicidade encontrada nas esquinas percorridas com as asas que me deste e que me fiz criar.
    Aprendi que não devo permanecer no mesmo lugar para sempre. A constante movimentação me agrada de tal maneira, que hoje não entendo o motivo de permanecer tão fechada por tempos.
   A se eu soubesse que criar asas e voar era tão bom… Meu bem, eu já teria feito antes.

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